quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Leituras feministas - Le conflit

A história é assim: eu descobri o blog da Amanda, vendo, não sei onde, um link para este post. E, puxa, além de tudo a Amanda mora na França, então, rolou identificação. Este post dela fala do livro polêmico da não menos polêmica Elisabeth Badinter, "Le conflit - la femme et la mère" (O conflito - a mulher e a mãe). Mandei o link pra minha amiga Ma que mora na França, tem um filho que acabou de completar um ano e havia me confessado que a maternidade era muito mais extenuante do que ela tinha previsto. Minha amiga gostou do debate e resolveu me dar o livro de presente de aniversário. Consegui lê-lo naqueles dias de repouso pós-cirúrgico. A Amanda fez dois posts sobre o tema (outro link aqui), e eu não queria repeti-los, porque acho que debate lá foi bem produtivo, com muitos comentários, e a gente não ganha nada redundando. Mas, como ela mesma colocou, o livro rende muitas discussões, então vou tentar abordar outros aspectos. Vale antes dizer que Badinter parece ser daquelas pessoas que tem gosto pela polêmica, com as quais é impossível a gente com concordar em alguns momentos, mas cujas provocações são interessantíssimas.

Bom, uma questão muito abordada por ela é a da amamentação. De que existe uma pressão enorme para que as mães amamentem, ainda que isso não seja de sua vontade. Taí a Gisele Bündchen que não me deixar mentir. Tô com preguiça de buscar o link, mas a nossa super-super, linda e loira, disse essa semana que deveria haver uma lei que obrigasse as mães a amamentarem seus filhos por 6 meses, no mínimo. Parece que ela se retratou e disse que não queria julgar ninguém. Cê jura, Gisele? Imagina se quisesse, né? Mas então, minha amiga teve seu filho na França e não só não sofreu pressão para amamentar como não teve apoio para fazê-lo. As enfermeiras da maternidade não a ajudaram, ela teve muita dificuldade no começo, o que provavelmente fez com que seu leite diminuísse. E ela se sentiu muito mal por isso. Não só por ter o seu direito desrespeitado, mas por não conseguir fazer o que acreditava ser o melhor pro seu filho. Pra piorar, seu pequeno era intolerante à diversas marcas de leite industrializado. Foram meses muito duros pra ela, e boa parte ela credita a essa diferença cultural. Imagino que aqui a coisa deva ser muito diferente. Não no sentido de orientação e preparo das enfermeiras, mas na cultura que preza a amamentação como obrigatória. O que eu acho disso tudo? Que amamentar deveria ser um direito, não um dever. Como tudo na vida, a gente deveria ter todas as informações disponíveis pra tomar a melhor decisão - e essa decisão é sempre personalizada. Uma coisa que eu acho que a Badinter manda muito bem é em ressaltar a desonestidade intelectual em alguns argumentos pró-amamentação, tipo comparar dados de mortalidade infantil incluindo países paupérrimos e desenvolvidos no mesmo balaio. Por que a qualidade da água, do leite e as condições gerais de higiene são completamente diferentes na França e no Gabão, né?

Minha mãe não pode me amamentar porque quase morreu quando eu nasci. Na época, os chamados leites de substituição eram caríssimos. Devo ter tomado por pouco tempo e logo depois migrado para o leite B de saquinho. E olha só, fui uma criança bem saudável. Segundo minha mãe, meu irmão caçula "não queria mais o peito" depois dos 4 meses. Sei lá porque. Tá aí também. Então, né? Menos. Eu não concordo com o discurso da Badinter que exalta a mamadeira como uma forma de igualdade entre o sexos, porque eu não acho necessário desqualificar qualquer processo biológico para defender a igualdade de direitos, acho até um argumento muito contraproducente. Mas não cabe a ninguém ficar julgando uma mulher por não amamentar, sejam quais forem os seus motivos (né, Gisele?). Porque se a amamentação é importante, ao mesmo tempo está longe de ser imprescindível.

Mas uma outra polêmica da autora, e que eu gostei porque permite filosofar um monte sobre o corpo feminino como campo de disputas políticas, é sobre a gravidez. Nos anos 70, não haviam pesquisas que ligassem o fumo e álcool a problemas com os bebês. Minha sogra é hardcore e fumou nas 3 gestações. E bebeu. Whisky, pra ser mais exata. Estão os três moços filhos dela muito bonitos e saudáveis, obrigada. A louca aqui tá dizendo que todo mundo deve ignorar as pesquisas e fumar e beber loucamente? Não, claro que não. Mas outro dia vi na internet uma foto da atriz Juliana Paes (que pra quem não sabe, está grávida) numa mesa de restaurante esticando o braço pra dar uma bicada no chopp da irmã. E a legenda não deixava barato: não crucificou a moça, mas deu lá um puxãozinho de orelha. Percebem? Se você engravidou, todas as suas vontades ficam condicionadas ao bem supremo do bebê, senão você é uma mãe execrável. Não sou mãe, e imagino que se eu for um dia, vou querer o melhor para o meu filho, lógico. Mas isso significa que se eu tomar uma tacinha de espumante no Reveillón estou comentendo um crime? A OMS recomenda a amamentação até os 2 anos de idade. E também não pode beber enquanto amamenta. 3 anos sem cachaça. Mas que boa mãe quer cachaçar, né? Minhas concunhadas são mães excelentes, mas lembro muito bem de uma delas amamentando a pequena e dizendo "ô tempo, passa logo, porque tô doida por uma gelada!". Não gente, ela não amamentou dois anos. Passada a licença, a mãe voltou a trabalhar, e a pequena foi pra um berçário o dia todo e passou a tomar mamadeira. (Digressão: antes de ver esse caso de perto, eu achava uma tristeza os bebês irem para o berçário antes de completarem 1 ano. Hoje acho que deve ser uma preocupação pra mãe achar um lugar legal, mas se achar, é excelente. Vocês não imaginam como essa menina - que tem 2 anos e meio agora - é feliz, independente e esperta.)

Lá no post da Amanda tem uma mulher que colocou um comentário (na verdade, vários) nessa linha de que é por aí, o bebê em primeiro lugar, escolheu então tem que ser assim, sem nenhuma margem para discussão. E termina com o clássico carioquês (acho que só no Rio falam assim, né?): "não sabe brincar, não desce pro play". E, advinhem? Mais e mais mulheres no mundo escolhem não descer pro play. A teoria do livro é que, como as francesas "brincam" à sua maneira, deixam de amamentar, dão comida industrializada, voltam ao trabalho pouco tempo depois, a imensa maioria delas é ou será mãe. Muitas de mais de 1 criança. Enquanto isso, estima-se que 30% das alemãs não terão filhos. Ok, a raça humana não está correndo risco de extinção, mas eu aposto que o governo alemão se preocupa muito com esta estatística. E apesar de não terem lá a melhor fama do mundo, não me consta que os franceses sejam todos uns doentes, infelizes e sociopatas. Então, essas "mães medíocres", pra usar a expressão da autora, devem ter cumprido suas tarefas direitinho.

Enfim, o livro não é contra os pobres bebezinhos. E, caso alguém desconfie do contrário, eu também não sou. Mas é fundamental que as mães não sejam vistas como egoístas se não estão se portando segundo um ideal social. Aliás, é importante desmontar esse ideal mesmo, porque ele só gera frustrações. Os bebês são seres humanos imperfeitos, filhos de mulheres imperfeitas, nascidos num mundo imperfeito. Se nada nessa relação é perfeita, porque o ônus todo tem que ficar com a mulher, sempre? Porque tudo nela tem que ser renúncia e resignação? Ok, as crianças não pediram pra vir ao mundo e não podem se manifestar. Mas eu tenho certeza que, se pudessem, muitos se horrorizariam com maneira como a sociedade os usa como justificativa pra oprimir suas mamães.

PS, de madrugada: vocês não morrem de vergonha quando, depois do post revisado umas 3 vezes e publicado, vocês encontram vários erros? Muitos deles? Alguns grotescos? Aff!

16 comentários:

  1. Ai, vai ficar parecendo repeteco e você vai dizer "ai, rita, não abusa", mas fiz um post sobre esse papo (não do livro, mas das maneiras diferentes de criar os filhos). Não foi nada articulado como esse seu post de hoje, mas eu lembro que falei da angústia gerada pelo terror da mãe perfeira. Chama-se "mães (assim no plural)", já faz um tempinho. Ai, canso viu? A amamentação, então... outro dia estávamos falando la no blog da Baxt da maldade das campanhas de amamentação que sequer mencionam a possibilidade e algo dar errado. E aí a coitada da mãe de primeira viagem que se vê diante dos primeiros e doloridos obstáculos se sente a última das criaturas. Aff. Amamentar é delicioso, importante e uma mão na roda. Quando dá certo, o que nem sempre acontece. E às vezes leva um tempinho até acertar a mão, mas não, não pode não, sua supermulher, dê seu jeito. Aff2. Bom, seu post já falou muito bem, deixa eu me calar. Beijão!
    Rita

    ResponderExcluir
  2. Acabei esse livro faz umas duas semanas - e a recomendação também veio do blog da Amanda, além de todos os debates que causou por aqui logo que foi lançado. Adorei! Sabe se tem em português?! Queria dar de presente para algumas amigas em crise...
    Então, sobre amamentação. Fiquei surpresa como que no Senegal, amamentar é uma coisa natural. Super natural, na verdade. As mamães estão lá com seus bebês nas costas, andando na rua, ele reclama, vira o bebê, tira o peito, dá de mamar. E continua fazendo o que for: pára um taxi, entra na loja, se for a trabalhadora, já que lá as mães levam os bebês para o trabalho, continua trabalhando normalmente. Lá também existe uma grande pressão pra amamentar, vinculada ao fato de isso pode ajudar a espaçar o tempo entre as gravidezes. Minha melhor amiga tem uma babê de 1 ano e meio que ainda mama e está sofrendo com isso, já que a pequena usa isso pra fazer manha. Mesmo assim, ela vai amamentar até os dois anos, pois "se não, as pessoas vão falar"...
    Corta e vem pra França. Outra amiga senegalesa mãe de dois meninos me confessa que amamentar é mal visto pelos franceses. Ela cansou de receber olhares de reprovação em locais públicos e chegou várias vezes a ser "convidada a ir amamentar lá no cantinho discreto". Além disso, ela diz que a tolerância é inversamente proporcional à idade dos bebês e por isso ela só conseguiu amamentar até os 6 meses.
    Agora sobre o post: concordo contigo que amamentar deve ser visto como um direito e não uma obrigação! Como é isso no Brasil e sua licença maternidade de 4 meses? As mulheres têm o direito de receber os bebês no trabalho para amamentarem? Fiquei curiosa...
    Parabéns pelo post! Bjss!

    ResponderExcluir
  3. Obrigada pelo comentário no meu blog. Como vc vê, minha vida (e minha cabeça) virou de cabeça pra baixo nos últimos meses, mas está sendo bem bacana.

    Eu poderia ficar horas e horas comentando tudo que vc disse nesse post mas vou tentar ser breve: eu acho sim errado quando a mulher sequer tenta amamentar - acredite, tem mulheres que acham nojento ou por qualquer outra razão sequer tentam. Afinal, tem que se pensar no bebê em primeiro lugar e negar deliberadamente isso ao filho é muito egoísmo.

    Por outro lado, muita gente não consegue amamentar e também não se deve condenar esse povo. Leite de peito é melhor, mas dá para ser perfeitamente saudável tomando leite artificial.

    (obs: eu amamento em público e não estou nem aí. Nunca reparei olhares atravessados e se um dia alguém vier reclamar comigo vai tomar um passa fora que nunca mais vai se meter a besta - depois de parir eu me tornei mais sem noção do que nunca, admito)

    E sobre a pressão para ser perfeita, é complicado mesmo. Eu tento lembrar que meu filho está em primeiro lugar, mas no segundo lugar estou eu. É importante que eu esteja feliz para nós dois ficarmos bem. Mas como dizem por aí, "com uma mãe nasce a culpa" - eu vou estar sempre me sentindo culpada por alguma coisa, nao tem jeito :)

    ResponderExcluir
  4. Só um comentário... Quando minha mãe estava grávida, há mais de 27 anos, adivinha o "desejo" de grávida que ela tinha?... Tomar chopp, rsrs... Como a época era outra, ela tomava todos os finais de semana e cá estou eu, lindinha e saudável, rsrs...

    Bjus

    ResponderExcluir
  5. pois o pior que poderia me acontecer seria desenvolver essa tal culpa que a barbara fala. cruz credo. o bebe e o marido estarao pra mim em primeiro lugar no sentido de que eu gosto de me doar, gosto de mimar, gosto de dar o melhor do bolo que tah no meu prato. mas quero ter a cabeça no lugar quando exigirem que eu faça algo que eu nao quero somente pra dar satisfacao a sociedade. quantos exemplos de crianças que nao foram amamentadas (e estao vivas) podemos dar? a natureza, linda e inteligente, deu a mulher um par de peitos cheios de comida pra que ela pudesse alimentar seu filho. mas tem tanta coisa que deixou de ser natural pra gente, neh? foram tantas as invencoes criadas pra facilitar nossa vida que se nao tiver peito de mae, tem mil marcas de leite por ai e... tudo vai dar certo. nunca ouvi falar de filho de gente de classe media que morreu porque a mae nao amamentou.

    ResponderExcluir
  6. egoismo pra mim eh esperar que a mae nao possa ser gente. egoismo eh esperar que ela seja perfeita e recrimina-la caso ela nao seja.

    ResponderExcluir
  7. "Caso me esqueçam," o melhor é o meio termo. Se anular por causa de filho não legal, mas tem maes por aí que não querem abrir mão de NADA. Ai eu acho egoismo sim.

    Poxa vida, ninguém morre por virar uma vaca leiteira por seis meses (considerando que a amamentação seja descomplicada, logico). Ninguém morre por diminuir a vida social (veja bem, diminuir, nao eliminar) por algum tempo. Além disso, amamentar é a única coisa que não pode ser dividida com o pai (e mesmo assim, é possível ordenhar umas mamadeirinhas para ele dar de vez em quando). O resto todo pode ser dividido.

    Ai, eu tenho perguiça desse feminismo burro... Preguiça gigantesca dessa Elizabeth Badinter... Nessas horas eu acho sim que se não sabe brincar, não desce pro play. Ninguém é obrigado a ter filho (na verdade, o mundo já tem gente demais)

    ResponderExcluir
  8. Rita,

    Você nunca abusa, viu? Eu já tinha lido este seu post sobre maternidade, só não tinha comentado ainda. E gostei muito dele! Acho que você tem muita razão, muita coisa é válida, mais do que o discurso quer aceitar. As famílias são diferentes entre si, em suas realidades, em suas prioridades. Mas essa culpa que eu acho que não rola.

    Dani,

    A gente tá no mundo pra isso, né? E nessa caminhada, aprendemos juntas. Bjo!

    Aline,

    Não há tradçao ainda pro português pra este livro E que interessante seu comentário sobre o Senegal. Aqui no Brasil, acho que ninguém se ofende com mulheres amamentando em público, pelo menos eu nunca notei. Acho que a maioria tenta ser discreta, no sentido de cobrir os seios om uma fralda de pano, mas se durante o processo tiverem que ficar descobertos um pouco, também ninguém se incomoda muito. Quer dizer, eu acho.
    Até onde eu sei (e eu confesso que não sei muito) aqui no Brasil, a licença maternidade prevê um perído de amamentação, tantas horas diárias durante um, tempo, mas que podem ser acumuladas e se somarem à licença em dias corridos. No fim, somando-se 30 dias de férias que muitas mulheres tiram nessa época, muitas ficam quase 6 meses em casa. Mas depois desse período as mulheres tendem a deixar de amamentar. Acho que a maior parte das crianças já não é amamentada pelas mãe quando completam 1 ano de idade (de novo, eu acho, nunca vi números). E acho que a maior parte das pessoas estranhariam em ver uma mãe amamentando um bebê de quae 2 anos. Acho que aqui a cultura é forete pela amamentação, mas para os bebês mais novinhos mesmo.

    ResponderExcluir
  9. Bárbara,

    Eu que agradeço a visita. Comentando um pouco os seus 2 comentários, incluindo a resposta para a Luci, eu entendo bem o seu ponto. Ainda mais estando você no meio do processo, claro! Acho realmente que a amamentação deveria fazer parte do pacote. Mas não me sinto confortável de maneira nenhuma para julgar que pensa diferente, entende? Quer dizer, se me pergutaren, vou dizer que eu acho que amamentar é a coisa certa se fazer. Mas não acho que não amamentar smplesmente por não estar afim seja, isoladamente, um sinal grave de negligência e egopismo, considerando que uma criança pode sim crescer saudável sem isso, como foi, exatamente, o meu caso. Mas entendo quando você diz que a criança deveria ser prioridade. Acho sim que uma mãe que sequer considera a possibilidade de fazer esse esforço em nome do seu filho pode dar indícios de que vai sempre optar pelo mais cômodo para ela em detrimento do bem estar do seu bebê. Mas, de novo, não sou eu que vou lá cobrar isso dela. E se a pessoa tem toda disposição do mundo pra ser uma boa mãe e só tem aversão à amamentação. Isso significa que ela não deveria ter filhos? No mais, acho que a história de "não sabe brincar, não desce pro play" tende a imaginar um cenário em que todos os bebê foram planejados, o que tá longe de ser a verdade. Então eu acredito que a maior parte dos bebês não planejados são criados por mães que, diante da surpresa da gravidez inesperada, aceitam fazer certas renúncias, mas outras não.

    Luci,

    Então. Eu penso como você. E na minha escala de valores do que é o melhor, a amamentação aparece. Acho estranho mesmo nem tentar. Mas entre eu achar estranho e ir lá puxar as orelhas, vai uma boa distância.

    ResponderExcluir
  10. Fiquei muito interessada no livro! Entrou pra minha lista...é bom que treino o francês! =P

    Acho que essa "moda" de mães naturalistas surgiu numa velocidade tão grande que está afetando muitas mulheres por aí. Não sei, já li textos criticando mulheres que escolhem cesária, que amamentam por pouco tempo e entre tantas outras coisas. Hoje, percebo que ser mãe é uma questão muito pessoal e que não existe uma regra de como se agir. Claro que há alguns comportamentos que todos esperam que a mãe tenha, mas não podemos impor nossos desejos aos outros.

    Nasci de cesária, mamei pouco porque minha mãe não tinha leite, fiquei internada por uns 2 meses, vivendo de alguns remédios e olha só...por enquanto, tá tudo bem ;)

    No mais: moderação, sempre.

    :*

    ResponderExcluir
  11. Voltando, achei esse texto aqui: http://www.blogmamiferas.com.br/2010/07/o-natural-esta-fora-de-moda.html que ilustra bastante o tipo de idéia com a qual eu não concordo muito. Só pra ilustrar.

    ResponderExcluir
  12. Ufa, demorei a entrar no papo! Mas continuo com a minha opinião de antes: não concordo que para ser mãe a pessoa tenha que se colocar em segundo plano e abdicar de tudo que gostava de fazer antes de ficar gravida e que não "cabe" no papel de mãe. Tem que ter um contrapeso! Não quero abdicar dos meus prazeres e viver exclusivamente em função da cria. Amamentação é uma escolha e sou super a favor de uma cervejinha caso a vontade seja forte, sem culpa.

    ResponderExcluir
  13. Iara,

    vc explicou direitinho a historia do "egoismo" quanto a amamentacao. Era quase exatamente isso que eu queria dizer, mas vc explicou melhor e em mais detalhes.

    E logicamente nao sou eu que vou puxar a orelha de ninguem. Eu posso achar determinadas coisas um horror, mas normalmente nao me meto - nao e problema meu...

    E Amanda,

    Sobre a cervejinha, pode tomar sim. Um pouco, de vez em quando, de preferencia logo depois da mamada para dar tempo do corpo processar. Assim como na gravidez tambem pode tomar uma taca de vinho 1 ou 2 vezes na semana. Regras muito radicais so servem para deixar a mae infeliz e como a gente ja conversou, mae infeliz nao eh nada bom pro bebe.

    ResponderExcluir
  14. Melina,

    Então, eu dei um pulo lá. E achei tudo meio dogmático mesmo. Quer dizer, eu também acho meio esquisito esta história de cesariana com hora marcada, de colocar parto na agenda. Já ouvi falar até de casos muito escrotos de bebês tirados antes da hora mesmo, por conveniência. Aí é loucura. Mas acho mesmo que a gente tem tomar cuidade com o discurso. É verdade que no Brasil há uma cultura da cesariana, mas a gente não pode entrar numas de achar que "ó, o verdadeiro parto" e tals.

    Amanda,

    Você tinha que vir, né? Mas então, é muito questão de equilíbrio, né?

    Barbára,

    Então, que bom que você entendeu. Se me apresentarem uma mãe que não amamenta eu sequer vou perguntar pra ela porque. Porque pode ser escolha, mas pode ser que ela, como minha mãe, se sente super frustrada por não conseguir. O importante é que inependentemente da minha opinião, esse bebê não está em risco por isso. Não é como um vizinho que tá espacando uma criança e você liga pra denunciar, porque não pode ficar omissa. É um ponto de vista muito particular, mas com o qual a gente tem o direito de não concordar, claro.

    ResponderExcluir