quinta-feira, 21 de junho de 2012

O discurso normalizante


O que há em comum entre a minha monografia sobre políticas públicas para pessoas com mobilidade reduzida (que se se arrasta como uma lesma, mas não está parada), a polêmica sobre o parto em casa e os obstáculos que homens e mulheres transexuais enfrentam para terem sua identidade aceita reconhecida? Todas tem o discurso médico como condutora de políticas públicas.

Eu sempre me interessei por política. E acompanhando o processo eleitoral nos últimos anos, os noticiários de TV, sempre notei que a Economia tinha um papel decisivo nas macro decisões. A Economia é o deus mais importante da política. Então eu tinha vontade de estudar Economia não porque o assunto de fato me interessasse tanto, mas porque queria comer o fruto da árvore do bem e do mal, queria ter conhecimento técnico pra afirmar que dá pra conduzir o mundo de outro jeito. Enfim, não fiz Economia, fiz Letras, e os motivos interessam mais a minha analista do que a vocês, acreditem. Mas não deixei de me interessar por política nunca, jamais, em tempo algum, embora político partidário às vezes me cause mais sono do que revolta, como seria de se esperar (Maluf? Erundina? So eighties, honey!). 

Daí chego a minha monografia. E me dou conta de que há produção em ciências sociais sobre as dificuldades cotidianas das pessoas com deficiência é muito restrita. Mas chego a isso já depois de ser apresentada a questão da deficiência como problema social. Há uma sociedade que teima em discriminar tudo o que não se enquadra num padrão, regido, entre outras coisas, pelas exigências do mercado de trabalho. Mas o discurso que sempre se usou para se olhar para as pessoas com deficiência é o médico. De que as pessoas precisam ser curadas ou reabilitadas. Vira uma questão pessoal que restringe a inclusão ao indivíduo. É um ponto de vista que vem sendo combatido nos últimos anos, mas continua muito forte. Tanto que para ter acesso a algumas políticas de inclusão, é necessário um laudo médico. Não basta o testemunho ocular da deficiência física. É o médico quem deve atestá-la.

A questão dos direitos das pessoas transexuais é análoga em muitas coisas. Outro dia vi que um juiz autorizou uma pessoa trans a mudar seus documentos sem passar por nenhum processo cirúrgico, mas isso é muito raro – e claro, implicou gastos com processo judicial que não são acessíveis a toda a população. No geral, pessoas que se identificam com um sexo diferente do que foi atestado no nascimento são submetidas a um pesado e desumano escrutínio psicológico. Sua diversidade é patologizada com a desculpa de tornar possível sua inclusão numa sociedade que não aceita a diferença. Não é possível mulher com pênis: se tem pênis e “quer ser” mulher é doente, e vai ser estigmatizado como doente por anos até poder ter acesso a uma cirurgia que “corrija” o que está errado. Daí podemos pensar no caso de mudar os documentos e poupar de uma série de constrangimentos. Mas se não se enquadrar no que o discurso padrão acredita ser uma mulher alfa, você é só um homem meio estranho mesmo. Não insista. (¹)

Chegamos ao parto. O que alguém pode dizer que é diferente, que é claramente uma questão de saúde. E não nego que seja também, mas não é só isso. E o post é sobre essa hegemonia do discurso médico. Que o parto é anterior a medicina, acho que é fato histórico incontestável. É claro que o número de óbitos era alto, ninguém vai negar. Este não é um post pra falar mal da medicina, muito menos de cesarianas, porque são conquistas importantíssimas para humanidade. A questão é que transformou-se o parto em um procedimento obrigatoriamente médico. A presença de um médico deixa de ser um direito e passa a ser mandatória para um parto com segurança.

Misturei um monte de coisas, porque o que eu tenho pensado é sobre como os médicos passaram a ser sacerdotes dos comportamentos, tal qual os economistas são para as grandes decisões políticas. Porque o nosso olhar sobre o outro, esteja se locomovendo em uma cadeira de rodas, esteja adotando uma identidade diferente da designada em seus documentos, é um construto social, mas chamamos os médicos para nos socorrerem sempre que este outro sai do que consideramos “normal”. Poderíamos chamar um poeta, um filósofo, poderíamos achar que urgente é construir empatia. Mas achamos mais urgente rotular, enquadrar, fazer caber no nosso modelo de mundo, de normalidade, de civilização.

(¹) Mencionei o pessoal trans sem me aprofundar demais, porque não tenho condições. Espero não ter sido leviana e que tenha ficado claro que as aspas aí significam não o que eu penso, mas um senso comum. Estou pronta a me desculpar caso tenha ofendido alguém.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os novos rumos do menino Poizé – ou sobre carros, de novo


Ano passado escrevi dois posts muito comentados (pros padrões deste blog modesto) sobre nossa decisão de ficar sem carro. Alguns meses depois, fizemos um novo contrato de leasing e trouxemos para garagem Poizé, nosso meio de transporte durante a maravilhosa jornada até Ushuaia. Essa semana o contrato acabou e, depois de nos servir tão bem, de rodar por tantas estradas de terra nos confins da Argentina, de ter a porta quase arrancada pelo vento patagônico, nosso companheiro de aventuras volta pra concessionária da marca (nota: propaganda de graça, não trabalhamos). Ficamos aqui imaginando que se ele pudesse falar, ia contar vantagem para os coleguinhas: “Qual o lugar mais longe que você já foi? UBATUBA? Se liga, ô, cruzei os Estreito de Magalhães de balsa. Vai lá no mapa ver onde fica e depois a gente conversa.”

Menino Poizé, todo trabalhado no uso sustentável - aka capacidade máxima

Mas voltar a ficar sem carro me fez reler os posts e repensar algumas questões. Semana passada estive em Brasília em um seminário da Capes sobre os problemas da metropolização brasileira. E em algum momento, perguntaram ao professor Carlos Correia da Fonseca, da Universidade Tecnica de Lisboa, o que ele achava de medidas punitivas para o uso do carro. E ele se incomodou muito com o termo “punitivas”. Para o expositor, o carro é uma conquista do nosso desenvolvimento, não é um vilão. O problema do carro é que, da maneira como é usado, traz grandes prejuízos de maneira coletiva para alguns benefícios privados.

Explicando melhor. No post do ano passado, falei sobre os custos de se manter um carro. De que achava caro e tal. Mas a questão é que o carro ainda é mais barato para seu proprietário do que para o resto da sociedade – incluindo aí as pessoas que nunca vão ter carro na vida. Ano passado mencionei, por exemplo, que o IPVA tributa a propriedade, mas não o espaço que você “empata” quando deixa o carro estacionado na rua. Mas esse é um exemplo bem primário. Nem o IPVA, nem o ICMS sobre o combustível é suficiente pra cobrir os gastos públicos com as doenças causadas pela poluição. Tenho minhas dúvidas também se o DPVAT, o seguro obrigatório, dá conta de todo o ônus a longo prazo gerado pelos acidentes e mortes no trânsito (embora ele exista pra cobrir despesas imediatas), mas como não tenho esses dados aqui a mão, deixo só o questionamento mesmo.

Bom, daí alguém pode argumentar que esses ônibus caindo aos pedaços que circulam pela cidade emitindo fumaça preta são mais poluentes do que carros novos com catalisadores. Mas além da questão óbvia de que um ônibus transporta muito mais gente, qualquer cidadã(o) tem o direito de se utilizar do transporte público, tendo inclusive gratuidade garantida em alguns (poucos) casos. Carros particulares são de uso... particular. E, do ponto de vista do pagamento de tributos, não faz diferença se você circula no seu carro todo dia sozinho ou se apenas leva a família pra passear com o carro cheio nos finais de semana (uso muito mais sustentável). Não se tributa o uso, mas a posse. Há alguma tributação indireta por meio do ICMS dos combustíveis, mas de novo, em termos de prejuízos coletivo é completamente diferente usar o carro individualmente nos horários de pico de segunda a sexta e fazer um passeio com a família aos sábados, embora os trajetos possam ser equivalentes. 

Então um desafio da gestão pública é esse, entender que o transporte individual gera um ônus social muito grande pra que este custo não seja captado integralmente de forma privatizada, já que não é justo obrigar quem não se locomove assim a arcar com esta despesa. E claro, oferecer alternativas sustentáveis que desestimulem o uso do automóvel, pra que as pessoas até comprem um se lhes for conveniente, mas sintam que não é vantajoso utilizá-lo em todos os momentos. Menino Poizé saía de casa para visitar meus pais no outro lado da cidade aos domingos, ir a São José do Campos, onde vivem os pais do Daniel, em outros finais de semana, majoritariamente. Umas poucas e raras vezes (não devem ter chegado a 20 em uma ano) fez o trajeto Pinheiros-Berrini (ou seja, casa-trabalho). Além, é claro, de ter ido até Ushuaia e voltado.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Intertextualidade

Curto muito reconhecer intertextualidades não expressas. Porque algumas influências são declaradas, ms outras podem gritar na nossa frente sem que a gente se dê conta. E eu fico me achando sabida quando mato algumas charadas, porque daí eu me convenço que ok, eu tenho uma bagagenzinha, dá pra brincar de espertona.Vejam bem, não tô falando de reconhecer que "Cosmotron", do Skank, é clube da Esquina e Beatles batidos no liquidificador. Isso salta aos olhos mesmo. Mas por exemplo, o Chico escreveu Budapeste. E tá lá todo o sofrimento do protagonista para aprender húngaro. E bom, tinha o Paulo Rónai, parceiro do Aurélio (o do dicionário) em alguns trabalhos, que imigrou pro Brasil e escreveu um livro chamado Como aprendi português. Que eu não li, aliás, mas sei que existe. O Paulo Rónai e o Aurélio Buarque de Hollanda são os organizadores de uma coletânea de contos esgotada na editora, que se chama Mar de Histórias, e de vez em quando entro num sebo virtual e compro um volume dela pra mim. São nove, acho que eu tenho uns quatro (e acho que até já contei tudo isso aqui). Então taí, o Chico com certeza leu Paulo Rónai e talvez tenha até conversado com o próprio sobre isso, ainda que o livro tenha sido publicado 10 anos depois da morte do tradutor e crítico húngaro.

Mas, enfim, tem nada a ver com Budapeste o post. Eu adoro novela. E, desculpe aí a pretensão (hoje eu tô insuportável, eu sei), faço análise de texto, enredo e composição de personagem. Assisto novela com muita atenção. E a novela das nove é um sucesso, super bem escrita, curto muito. Eu já tava encucada que a protagonista, Nina, tinha muito da Lisbeth Salander: a sede de vingança, a magreza andrógina e até a moto. Tava claro pra mim que uma das fontes era essa. Daí hoje, enquanto eu estava procrastinando a faxina, me caiu a ficha da outra influência:



Não tenho certeza absoluta. Mas a Nina da novela tem uma leveza, uma elegância e um refinamento que, óbvio, não são da Lisbeth. Além de ser culta, emprestar livros para o patrão, ele é chefe de cozinha. Ela tem um gosto elitista que contrasta com sua temporada no lixão e, principalmente, com os hábitos suburbanos dos patrões. E bom, balé clássico é algo bem elitizado. Além do nome, as protagonistas do filme e da novela tem em comum o conflito interno. A Nina do filme era reprimida, quase asséptica de tão disciplinada, e tinha uma dificuldade enorme de externalizar seus sentimentos. A Nina da novela reconhece e externaliza, mas tá lá sofrendo, entre Eros e Tânatos. E é esse todo o mote da novela, se haverá final feliz e rendenção, se Eros vai vencer. Até agora acho que a Nina tem toda a cara de personagem que morre no final, mas acho que um autor tem que ser corajoso demais pra fazer isso com sua protagonista.

Eu posso estar viajando, né? Claro que posso. Mas vocês não tem noção do quanto eu curto reconhecer essas coisas. Sabe criança que encontrou o ovo de páscoa escondido pelo coelhinho. Então. Desse jeito.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tchau, gente! VEM, GENTE!

Saio hoje em viagem de férias e este blog vai ficar paradão neste tempo. Eu sei, ninguém vai me perguntar nada, porque já passei mais de dois meses sem dar as caras aqui. Sou mesmo bissexta pra escrever e já ninguém estranha mais. Mas se quiserem saber as notícias da viagem, me procurem aqui, ó: http://naoeofimdomundo.wordpress.com/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Indignação seletiva ou dessensibilização coletiva?

Há algumas semanas houve uma grande comoção pública gerada pelo vídeo que mostrava uma mulher torturando até a morte um cachorrinho. Até eu, que nunca tive um animal de estimação, que nunca fui especialmente ligada a animais e sequer assisti “Marley e eu”, fiquei chocada com a crueldade que as imagens denunciavam. Não endossei o discurso do empalamento em praça pública (dentre outras modalidades de pena de morte mais ou menos civilizadas exigidas pela turba), mas acho que essa senhora deve responder pelo crime que cometeu, claro.

Semana passada recebi links no Facebook e no twitter que denunciavam o assassinato de uma criança indígena por madeireiros no Maranhão. A corpo da criança foi encontrado carbonizado. Ante as diversas dúvidas de quem não encaminhava o link com a notícia e o ceticismo daqueles que pediam confirmação por mais fontes, alguns começaram a dizer que uma criança indígena teria menos valor na nossa sociedade do que um cachorrinho de raça. Mas em algum momento na minha timeline a pergunta que me parece mais certeira neste caso (e que eu não vou lembrar quem fez, desculpem): “Quantas crianças indígenas sem vídeo valem um yorkshire com vídeo?”

Ninguém me convence que as pessoas (pelo menos a imensa maioria delas), não se sensibilizariam com a história de uma criança assassinada como se sensibilizaram com a do cachorro. Mas o vídeo é o “x” da questão. O vídeo cristaliza e eterniza o sofrimento do pobre animal. A gente pode dar replay e a cada vez prestar atenção num detalhe sórdido diferente: a voz da agressora, que há uma criança ao fundo, até a cor dos azulejos. Pode se perguntar quem o filmou. Pode construir todo o cenário que nos prova que isso aconteceu ante a nossa descrença.

Mas falemos do índio. Por mais que nos gere indignação, sabemos que muitas crianças são vítimas de torturas dentro de casa, e muitas morrem por isso. Então, fosse a notícia que uma criança foi assassinada pelos pais, a comoção seria grande, mas não haveria muito lugar para descrença. A violência doméstica faz parte do nosso universo, das coisas que nos revoltam mas estão aí, no mundo. Agora qual o percentual de pessoas que acessa a internet e repercutiu a história do cachorro que entende os conflitos que acontecem entre indígenas e aqueles que querem explorar suas terras cotidianamente no país? Ínfima, com certeza. Das bem informadas, das que sabem que lideranças indígenas e operárias são assassinadas diariamente, quantas não acham que atear fogo numa criança ainda viva (foi assim que a notícia chegou pra mim) é barbárie demais até pra este mundo tão triste? Porque o ceticismo passa por aí: ninguém quer acreditar. Esperando essa confirmação absoluta, essa fonte mais-do-que-confiável, podemos fingir que vivemos num mundo em que nem o mais cruel dos homens queimaria uma criança.

Daí vem o problema. Essa criança morta não vai ter vídeo testemunhando. Como não têm vídeo pra servir-lhes de testemunha cada criança que morre de fome, cada mulher estuprada, cada vítima de violência doméstica. As mortes de crianças vítimas de conflitos armados não são transmitidas ao vivo, como foram os atentados de 11 de setembro. E claro que não ignoro a variante da identificação da classe média que faz com que a notícia de um assassinato cometido durante um assalto num semáforo seja percebida de uma maneira completamente diferente da chacina de 8 jovens na periferia. Mas ela só reforça a minha tese: só têm o benefício da empatia aqueles cujas vozes repercutem.

Aprendemos na escola que o ocorrido com a humanidade antes da invenção da escrita é difícil de se conhecer porque não ficou registrado, daí chamar-se pré-história. Com certeza havia muito que contar, e perdemos uma parte importante do nosso passado por falta de registro na medida em que hierarquizamos o registro escrito como mais confiável para reproduzir a realidade do que a transmissão oral. Acredito que estamos vivendo algo parecido com as imagens hoje: se uma imagem vale mais do que mil palavras, não basta me contarem o que aconteceu. Não basta um e-mail, uma denúncia formal. Pra que eu fique indignada, preciso de imagens, senão simultâneas, pelo menos posteriores, uma foto da vítima, algo que sensibilize. Mas nos esquecemos que mesmo imagens podem ser tiradas do seu contexto, adulteradas, manipuladas. Isso acontece o tempo todo, confiar cegamente em imagens também nos induz ao erro.

Pra mim a única solução para minimizar a injustiça causada pela hierarquização das informações que chegam a nós é a democratização do acesso à informação. Conheci pelas Blogueiras Feministas o trabalho do Intervozes, que está engajado nessa luta. Recomendo muito o vídeo deles sobre a concentração da mídia no Brasil:




Porque se não acredito que as pessoas se importem menos com uma criança do que com um cachorro tenho certeza de que uma criança indígena é menos representada pela mídia do que bichinhos de estimação de classe média. E isso faz muita diferença para a nossa construção de mundo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2012 e seus desafios

No post anterior falei sobre medo. Nem imaginava que menos de um mês após publicá-lo eu veria alguém próximo a mim ter um medo concretizado: a vida transformada de maneira dramática no que deveria ser o momento de pura felicidade. Deixo aqui o relato dos cunhados da Babi:

“Caros amigos,
No dia 29 de dezembro passado, Marcos feriu-se gravemente em Alter do Chão no Pará, após mergulho em um rio. Marcos passou por cirurgia na coluna cervical em Santarém e no momento não corre mais risco de vida.
Queríamos que vocês soubessem que o caso de Marcos é realmente muito grave. Até o presente momento ele vem sendo atendido pelo SUS. Os médicos acham que talvez seja necessária nova cirurgia e que a recuperação vai depender da evolução do quadro, que é de paraplegia.
Ocorre que Marcos não tem plano de saúde e vai precisar de ajuda para estruturar uma nova vida. Não sabemos ainda quais serão suas necessidades, mas certamente não serão poucas. Temos feito tudo o que podemos, mas temos consciência de que nossos recursos são pequenos face às necessidades atuais e as que virão. Assim caros amigos agradecemos de antemão toda ajuda que vier.
Estamos disponibilizando uma conta bancária para as colaborações em nome de :

Marta Vitória de Alencar CPF 178.221.438-08
Banco do Brasil
ag. 3559-9
c/c 43819-7

Com força agradecemos todo acolhimento, toda torcida, todas as presenças, telefonemas, apoios e abraços. Eles estão sendo fundamentais para nós.

Saudações,
Rui, Ephigênia, Bárbara, Ricardo, Marta e Alexandre”


A Babi, mulher do Marcos, é minha amiga – e é uma das Blogueiras Feministas. Começou o ano com o marido internado em uma UTI em Santarém, distante milhares de quilômetros de amigos queridos. E a angústia de saber que há alguém precisando de abraço assim, tão longe, tomou conta da minha semana.

Cada dia traz novos desafios pra todos nós, mas este novo ano promete desafios muito maiores pra Babi e pro Marcos do que pra mim (e pra você que está lendo, espero). Tem uma série de coisas que só eles vão poder enfrentar. Mas a gente pode ajudar a vida a ficar menos difícil colaborando financeiramente.

Eu desejo que, pequenas, grandes ou imensas, a gente tenha a força para encarar todas as dificuldades que a vida nos apresentar em 2012. Feliz ano novo pra vocês também.



Força, queridos!